segunda-feira, 7 de março de 2011

desnecessário

Pagar para ter TV em sinal aberto. É em 26 de Abril de 2012 que termina a televisão analógica. Assim, os portugueses que se habituaram a ter acesso aos canais de televisão gratuitos e em sinal aberto, mas que não compraram televisores novos MPEG4 nos últimos dois anos, terão de adquirir agora descodificadores de sinal, cujos preços variam, segundo o ionline, entre os €35 e os €215.

A Anacom informa que os descodificadores (e será necessário um por cada televisor) serão totalmente suportados pelos proprietários, havendo no entanto "casos especiais" - portadores de deficiências num grau de, pelo menos, 60%, beneficiários do RSI e reformados e pensionistas com pensões inferiores a €500,00.

Não é que a televisão seja um bem de primeira necessidade, mas é para muitos cidadãos a janela de ligação para o mundo e, se para os senhores da Anacom, €35 (no mínimo) são uma ninharia, para a maioria dos portugueses é dinheiro que custa a ganhar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

bem visto...



É o apelo das Equipas de Jovens de Nossa Senhora para a participação na Jornada Mundial da Juventude, que este ano se realiza em Madrid.

quarta-feira, 2 de março de 2011

necessário



No meio de tantos fardos para os portugueses, não fazia realmente sentido que as bolsas de estudo contassem como rendimentos para os agregados familiares.

Por isso, na comissão de Educação de hoje, o CDS fez aprovar um projecto de lei que visa mudar o estado actual das coisas no que toca a esta questão.

Isto porque, no entender do Governo, fazia sentido que as bolsas contassem para os rendimentos das famílias quando essas se candidatavam a outras prestações sociais e este novo diploma vem aliviar um pouco mais o esforço nas carteiras de pais e filhos...

Sustenta o CDS que as bolsas de estudo não são prestações sociais, mas mais concretamente "um apoio ao estudo e à independência do estudante". Portanto, nunca poderiam ser entendidas como rendimentos familiares.

É caso para perguntar "como é possível que ninguém tivesse pensado nisto antes...?"

terça-feira, 1 de março de 2011

o poeta herói

Faz hoje 73 anos que partiu um dos maiores poetas italianos de sempre: Gabriele D'Annunzio.

Nasceu em Pescara, na região de Abruzzo. Conhecido também como dramaturgo, foi deputado independente (por 3 anos) e acabou por alistar-se como voluntário nas forças armadas italianas para a Primeira Guerra Mundial, tendo ficado conhecido como um exímio piloto de caças, funções em que perdeu a visão de um dos olhos. Ainda assim, chegou a comandar o esquadrão de caças La Serenissima.

Pelo seu fulgor patriótico, tentaram conotá-lo com a ideologia de Mussolini, mas nunca se envolveu directamente no regime.

Para a história fica um imenso repertório de romances, tragédias, poesia e autobiografias.

Na bruma da sua partida eternizou-se o verso latino Memento audere semper (lembra-te de ousar sempre) e tantos outros...


Come scorrea la calda sabbia lieve
per entro il cavo della mano in ozio
in cor sentì che il giorno era più breve.

E un’ansia repentina il cor m’assale
per l’appressar dell’umido equinozio
che offusca l’oro delle piagge salse.

Alla sabbia del Tempo urna la mano
era, clessidra il cor mio palpitante,
l’ombra crescente di ogni stelo vano
quasi ombra d’ago in tacito quadrante.

Gabriele D'Annunzio, "La Sabbia del Tempo"

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

foi há mais de 3 anos...



Remexendo em apontamentos passados, aqui fica um texto meu que encontrei, de 2007, comentando declarações de uma senhora que muito admiro, mas de quem, naquele momento, discordei... Algumas partes já desactualizadas, mas outras ainda assustadoramente actuais.

"falam da laranja
Foi hoje (23.02.2007) que o Diário de Notícias publicou um artigo de opinião de Maria José Nogueira Pinto, que sob o título "os labirintos da 'social-democracia' em Portugal" decidiu disparar contra o PSD, esclarecendo que o partido 'tem uma base de direita "sociológica" e "ordeira" dos finais do regime autoritário, recriada na situação de "perigo totalitário" causada pelo PC e pela esquerda radical, nos pós-25 de Abril' e que se juntou 'à volta de Sá Carneiro'.

Mais adianta a jurista (que costumava ser a próxima líder do CDS-PP) e vereadora da Câmara Municipal de Lisboa que 'o PSD nunca conseguiu explicar em que é que, "ideologicamente", diferia do PS' e 'foi votando um "líder" e quando não tinha líder (...) ficou fora ou aqueceu pouco tempo a "cadeira" do poder.

'Ora Maria José Nogueira Pinto, uma cara de competência política de inegável valor, conhecerá certamente a história da política portuguesa e, como tal, também a génese do PPD/PSD, bem como o seu programa e os seus princípios e valores.

O problema é que os partidos das esquinas do hemiciclo (à esquerda ou à direita) nunca perdoam aos grandes partidos de Governo - PS e PSD - os votos úteis que estes lhes roubam, pela moderação com que procuram governar, olhando a todos e não só a alguns. Porque um partido de Governo tem de ser um partido interclassista e não um braço político de sindicatos ou um grupinho de meninos queques e debutantes que criticam o status quo de um país, mas que quando convidados para formar coligações de Governo, vão logo a correr aceitar o lugarzinho, esquecendo tudo o que disseram até aí. Aliás, esquece-se também Maria José Nogueira Pinto que é o CDS-PP o partido que mais se arrisca desaparecer, na actual situação que atravessa (desaparecimento esse que, devo dizer, é prejudicial para a democracia portuguesa).

O PS e o PSD são diferentes. E se não o fossem, o CDS-PP coligar-se-ia hoje de bom grado com o governo socialista, como já o fez no passado. A única semelhança entre aqueles dois partidos mais ao centro é exactamente o sujeito da governação - ambos procuram governar para todos os portugueses. É por isso que elegem a maioria dos deputados.

a laranja tem sumo
PSD é o maior símbolo nacional do pluralismo de ideias (de tal forma que, por vezes, esse pluralismo transborda para a praça pública) - o que não se vê muito nos outros partidos, principalmente nos partidos de esquerda e centro-esquerda.

PSD significa afirmação da sociedade civil, porque não deve o Estado chamar a si o que os indivíduos podem fazer, valorizando a liberdade de iniciativa.

PSD é sinal de concertação, com tolerância e procurando sempre o acordo entre os diversos interesses.

PSD é o partido português que mais inspira, na sua base cristã, portugalidade, reformismo, igualdade de oportunidades, abertura económica e defesa do poder local.

Foi o PSD que mudou a expressão constitucional (artigo 1.º) "caminho para o socialismo" para "construção de uma sociedade livre, justa e solidária".

Talvez Maria José Nogueira Pinto já não se recorde, mas todos sabemos que, por várias vezes, esteve ao lado de governos social-democratas. Porquê? Porque a social-democracia portuguesa é muito diferente da social-democracia europeia. Não é socialismo. O socialismo é laico. A social-democracia portuguesa é cristã - como Portugal. O PSD é um partido que foi criado à imagem do povo português. E é por isso que é o único que, até agora, se manteve por mais anos seguidos no poder.

o futuro da laranja
É verdade que o actual estado do PSD não é o melhor. É verdade que a actual liderança não inspira futuro. Mas um partido não é o seu líder. Um partido não são os seus dirigentes. Um partido é um ideal que persiste às pessoas que por lá passam. Um ideal que, por ser sui generis e único, pode até parecer complicado para quem não sente o sumo da laranja a correr nas suas artérias, mas para quem o sente, não há dúvidas.

É um ideal nacional. É o verdadeiro partido português. É e inspira Portugal - com o que nele há de melhor e pior. É a senhora do Minho com brincos de filigrana, é o barco rabelo, é o desempregado que deixa a família em casa para partir para o estrangeiro, é o pauliteiro de Miranda, é o moliceiro, é o pastor beirão que não desiste de atravessar o monte coberto de neve, é o homem de barrete verde-rubro que nunca teme a cabeça do toiro, é o pescador nazareno que amanha as suas redes, é a varina de Lisboa que apregoa e desce a Avenida da Liberdade na noite de Santo António, é a alentejana que ainda insiste em ceifar, é o algarvio que pesca e cozinha tão bem o seu atum, é o açoreano, é o madeirense... E tantos outros... Ricos e pobres... E todos os outros portugueses que insistem em viver, aqui ou longe de Portugal.

São estes os portugueses em que pensaram os fundadores do PSD quando o fundaram. É para estes portugueses que o PSD existe e é para eles que o PSD deve trabalhar. Se não o faz agora, se não consegue fazer boa oposição agora, há-de consegui-lo... Mais cedo ou mais tarde. É uma questão de tempo. Dias, meses ou anos. Basta aos social-democratas e aos portugueses não desistir. Basta continuar a acreditar..."

terça-feira, 26 de outubro de 2010

necessário



Inspirados nos textos de José Luís Peixoto, vários jovens estudantes universitários, de arquitectura, belas artes e design coloriram as paredes e muros de algumas das principais vias da cidade de Lisboa.

A iniciativa faz parte do projecto CIN RE-MAKE, promovida pela conhecida marca de tintas que lhe dá o nome, e contou com a colaboração de entidades como a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, a Faculdade de Arquitectura de Lisboa, o IADE, a Escola Superior Artística do Porto, a ETIC e a Universidade Católica do Porto na vertente da reabilitação urbana.

Os trabalhos manter-se-ão expostos na capital até ao mês de Abril de 2011.

Uma prova de que é possível continuar a inovar na reabilitação das cidades, valorizando o património enquanto, simultaneamente, se premeia as qualidades artísticas dos jovens portugueses.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

desnecessário



E está aí o Orçamento de Estado para 2011! Uma previsão de dotações que não trazem nada de bom ao país... São mais impostos e mais cortes na carteira da maioria das famílias que mais atravessam dificuldades.

Pedro Passos Coelho, que no verão se comprometeu a nunca viabilizar um Orçamento que previsse qualquer aumento de impostos, depara-se agora com uma possível vitimização de José Sócrates, caso a oposição em peso rejeite a proposta do Governo e nos obrigue a viver o próximo ano em regime de duodécimos.

Depois de reunir o Conselho Nacional, Passos lançou as suas exigências para a abstenção e parece que, na noite passada, o Governo já se disponibilizou a "negociar", como lhe chama a comunicação social. No entanto era essencial que Sócrates não visse este processo como um negócio, mas como a aceitação de algumas (talvez até poucas) exigências, que correspondem às mais urgentes necessidades do país.

Na verdade, o líder laranja está claramente nas mãos do primeiro-ministro. Se aceitar a proposta do Governo, considerá-lo-ão responsável pela viabilização de um dos piores Orçamentos e, provavelmente, dos piores anos financeiros de sempre. Se, pelo contrário, a sua resposta for negativa, terá todos os políticos, comentadores e analistas (incluindo a sua oposição interna) à perna, que o atacarão pela sua falta de sentido patriótico...

Este estado de coisas não é só uma lição para o Governo, mas também para toda a oposição, que, ao longo destes anos de socialismos, tem sido demasiado branda com José Sócrates. O resultado é um país à beira da bancarrota... O que era absolutamente desnecessário!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

o efeito placebo...


Em 2005, os portugueses votaram em José Sócrates porque procuravam uma alternativa. O então candidato a primeiro-ministro prometia um "choque tecnológico", a não subida dos impostos, a manutenção das SCUT, a criação de 150.000 postos de trabalho... Em suma, um governo socialista curaria todas as enfermidades que o país sofria, tal qual a maravilhosa "banha da cobra" que se vendia nas feiras, no tempo dos nossos avós.

Volvidos cinco anos, nada mudou. Temos apenas mais uns "Magalhães" espalhados pelo país... Portugal foi caindo em índices de desemprego nunca vistos, há cada vez mais jovens a procurar uma vida no estrangeiro, porque só quem tem amigos nas câmaras municipais consegue arranjar um "lugarzinho ao sol", os impostos subiram, a despesa aumentou e nem a promessa de manter as SCUT os socialistas cumpriram.

Na verdade, Portugal viveu estes últimos tempos sob um efeito placebo, difícil de curar. E nem a chegada das novas pulseiras parece ser suficiente para manter o equilíbrio de uma sociedade que há muito perdeu o balanço...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

necessário

Na passada semana, decorreu em Castelo de Vide, como já é hábito, a Universidade de Verão dos social democratas.

As inscrições, dos 14 aos 30, foram muitas, mas somente 100 jovens acabaram por ser seleccionados para esta iniciativa, com a finalidade de aprender mais sobre política, sociedade e cidadania, mas também para partilhar ideias e conhecimento.

Pela "UV" deste ano, dirigida com sempre por Carlos Coelho, passaram os melhores especialistas nas mais diversas áreas. Da ciência à economia, da saúde ao ambiente, da política à cultura...

A organização está de parabéns, tal como o PSD, a JSD, o Instituto Francisco Sá Carneiro e todos os participantes, que demonstraram uma enorme qualidade de trabalho e um espírito de dinamismo, alegria, solidariedade e muita esperança no futuro!

Até para o ano!!!

desnecessário

O caso Casa Pia voltou a dar que falar. Mas agora com a sentença final.

Pessoas que marcaram uma geração de portugueses, em diversas áreas e ao mais alto nível, envolvidas em factos tão atrozes como os descritos nos inúmeros dossiers daquele processo, era algo que não se via há muito na nossa sociedade. E, principalmente, porque chegaram mesmo a ser condenadas, ao contrário de tantos outros casos em que os famosos conseguem fugir à justiça...

Para a história fica também o tempo que levou este processo a encontrar o seu desfecho. Mas apesar da grande lentidão daquele que foi um dos processos judiciais mais badalados na sociedade portuguesa, não foi com certeza o mais moroso...

Infelizmente, a justiça portuguesa continua a demorar demasiado tempo para punir os culpados.